O AVISO QUE FALTA



No corredor do posto de saúde, o relógio parece andar mais devagar. A cada consulta perdida, a cada exame que não acontece porque alguém simplesmente não apareceu, o tempo público se esfarela. É um desperdício silencioso, quase invisível, mas que pesa no bolso da cidade e, principalmente, na vida de quem espera meses por uma vaga.

Foi observando esse cenário que o vereador Natalino Tony Silva (PSDB) decidiu agir. Nada de discursos inflamados ou promessas grandiosas: apenas um projeto de lei simples, direto, necessário. A ideia é combater o desperdício de consultas e exames na rede municipal — um problema que não é novo, porém, que sempre foi tratado como se fosse inevitável.

Natalino fez o que se espera de quem ocupa cargo público: olhou para o cotidiano e enxergou um ponto de melhoria. E, convenhamos, não é pouca coisa. Cada consulta perdida é uma oportunidade que some. É um médico esperando. É um paciente que poderia ter sido atendido. É dinheiro público que se dissolve como água na calçada.

Mas há um detalhe que a crônica não pode ignorar: a tecnologia já resolveu esse problema em tantos lugares que chega a ser estranho que ainda não tenhamos adotado a solução mais óbvia.

Se a prefeitura de Mogi Guaçu quiser dar um passo além, basta adquirir um sistema de lembrete e confirmação de consultas via WhatsApp. Nada complexo. Nada caro. Nada futurista. Apenas um programa que envia uma mensagem automática: “Sua consulta é amanhã, às 14h. Confirme sua presença.” Um toque de modernidade que cabe na palma da mão.

O cidadão confirma com um clique. Se não puder ir, avisa. A vaga volta para o sistema. Outro paciente é chamado. O médico não fica esperando. A cadeira não fica vazia. O dinheiro público não se perde.

É curioso como, às vezes, a solução está tão perto que quase passa despercebida. O projeto do vereador Natalino, que institui diretrizes para ações permanentes de conscientização sobre a importância do comparecimento às consultas e exames na saúde pública local, acende a luz. Falta agora a prefeitura ligar o interruptor.

Porque, no fim das contas, o que a saúde pública mais precisa não é de milagres e sim de organização, respeito e um lembrete enviado na hora certa.

#SaúdePública #ProjetoDeLei #ConsultaMarcada #CrônicaDoDia #MogiGuaçu

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