ACADEMIA GUAÇUANA DE LETRAS: 26 ANOS DE ORGANIZAÇÃO


Fui eleito, ainda jovem, aos 21 anos, para ocupar a cadeira nº 21, de Machado de Assis, na Academia Guaçuana de Letras. Ao pisar pela primeira vez na AGL e me deparar com escritores admiráveis, senti-me como se estivesse ingressando na Academia de Platão. A escola do filósofo grego durou quase mil anos, de 387 a.C. a 529 d.C., e, neste ano, em 25 de setembro de 2025, a AGL completará 26 anos de organização.

A Academia de Platão reunia amantes do conhecimento para alinhavar seus pensamentos; foi na AGL que conheci os achegos da literatura que me ensinaram a ler e a escrever com paixão e dedicação – até então eu achava que escrevia; como eu era bobinho!

A AGL, assim como a Academia, é um lugar de multiplicidade, onde se reúnem literatos dos mais variados gêneros, com algo em comum: a palavra escrita, seja em verso ou em prosa; seja declamada ou cantada.

Não tenho dúvidas de que a AGL construiu um legado de amor pela literatura e pela música. Muitos de nós, é verdade, não vivemos de direitos autorais, mas temos o privilégio de dizer que vivemos para a literatura. A inspiração trazida por cada leitura oxigena a nossa alma.

A Academia de Platão foi fechada por Justiniano I, mas o que foi ensinado lá não se perdeu. A AGL também tem seus inimigos, como a ignorância, a desmotivação e a pouca valorização. Contudo, as nossas obras têm força suficiente para sobreviver até o fim.

Nossa AGL nasceu com a data de morte marcada – seis meses, segundo os fundadores. Todavia, rompemos 26 anos de história. Escolhemos ser os improváveis, porque os improváveis sempre dão certo, ao contrário dos prováveis.

Parabéns, Academia Guaçuana de Letras! Sigamos em frente, Guardiões Literários, rumo aos 27 anos.


 

Comentários

  1. Estou lendo seu livro e apreciando seu dom para a literatura. Constitui um conjunto de reflexões onde observo melhor sua personalidade e ideias , tipo , prazer em conhece-lo.

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