Quando for velho

Hoje eu sou jovem,
mas quando for velho,
aposentado e tranqüilo,
quero morar numa choupana.
Lá na roça, no meio do mato.

Deus, a veinha e eu.
Nós três seremos um.
Um já somos, mas,
no nosso cantinho,
teremos mais intimidade.

Não que eu não goste
de cidade. Até gosto.
Porém, creio que Deus,
nosso Senhor, se manifesta
no silêncio, na quietude.

Emanuel, o Deus conosco,
gosta de falar com a gente
em secreto, em segredo,
com a porta do quarto fechada.

Ele vem quietinho,
como uma brisa suave,
Sua presença nos envolve,
Seu amor nos aquece.



[Luís Braga]

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