DIA DOS PROFESSORES: CRÍTICA AO PROFESSOR CONTEMPORÂNEO
15 de outubro é
conhecido como o dia dos professores. Pra mim, é a profissão mais fascinante,
instigante e inspiradora que existe.
A tarefa de ensinar é árdua,
porém recompensadora. Não recompensadora no sentido de que, no final de sua
vida, o professor aposentado irá receber uma gorda aposentadoria - deveria, mas
essa não é a realidade brasileira -, todavia, no sentido de poder contribuir no
processo de formação de vários alunos. Qualquer profissional, um dia, passou
por um professor.
Sim, 15 de outubro,
assim como todos os dias, é dia de comemoração, celebração e de festa. Dia de
fazer tributos aos “pros”.
A classe dos
professores, ao longo do tempo, vem sendo judiada, massacrada (principalmente
nos estados de São Paulo e do Paraná), pelos governos estaduais. Para os governadores de
estado é melhor construir presídios do que escolas; é melhor fechar salas de
aula do que educar e ensinar.
Mesmo com todo esse
descaso, facilmente percebemos os esforços da maioria dos mestres. Muitos,
apesar das condições precárias, esforçam-se para escolarizar seus alunos.
Louvada seja essa profissão!
Entretanto,
quero aproveitar esse
ensaio para “falar” alguma coisa sobre o professor contemporâneo. Contemporâneo
não em relação ao tempo, e, sim, como disse o filósofo brasileiro, Luiz Felipe
Pondé, em seu livro “A Era do Ressentimento”, um estilo de vida. Alguns profissionais moderninhos da educação, que adotaram um estilo de vida contemporâneo, não
gostam de dar aula, muito menos estimam seus alunos. No livro “Guia Politicamente
Incorreto da Filosofia”, Pondé ensina que, esses professores têm uma inteligência
mediana, e que também, foram alunos medíocres.
O bom mentor é aquele
que está preocupado e/ou aquele que preza pelo desenvolvimento intelectual daquele
que está sendo mentorado. No entanto, o pseudo-mentor está se lixando pra isso.
O orientador de araque é tão medíocre, tão medíocre, mas tão medíocre, que tem
facilidade para repetir o que os outros disseram no decorrer da história da
humanidade, mas não tem a capacidade de dar sua opinião – mesmo porque não tem
-, muito menos de trazer alguma coisa nova, que seja de sua autoria.
Até que é fácil ser
catedrático em alguma instituição de ensino, o difícil é ser professor de
aluno. O doutor estilozinho quer pousar as nádegas numa cadeira de
universidade, porém, não quer, jamais, ser instrutor de aluno. Há exceções.
Poucas, mas há.
Caro colega de
profissão seja um mentor, um sacerdote. Ensine. Ensine mesmo. Faça a diferença.
Seja um instrumento de transformação. Transforme uma realidade. Não tenha medo de
causar. Cause! Só não seja um professor contemporâneo. Desses eu quero
distância.
[Luís Braga]

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