OS DEUSES DO OLIMPO, OU MELHOR, DO STF E MALU GASPAR
Na faculdade de Direito, ouvi uma frase que faz muito sentido: os
advogados pensam que são deuses, já os juízes têm certeza de suas divindades. Parece-me
que os juízes do STF, que chamamos de ministros, revestem-se de uma couraça
divina – para além da toga – que eles não têm. Os movimentos dos integrantes da
suprema corte são limitados pela Constituição Federal – livro este que eles não
costumam seguir, já que uma das missões divinais dos ministros é a
interpretação constitucional.
A ética
é uma das premissas balizadoras de um magistrado. Todavia, o que é ética, não é
mesmo? Existe a ética que emana do espírito das leis e aquilo que os ministros
pensam ser uma conduta ética. Os juízes do Supremo Tribunal Federal normalizam
comportamentos antiéticos.
Entre o Olimpo e a terra está a imprensa para a nossa sorte. A jornalista Malu Gaspar, consciente de sua missão, resolveu enfrentar os deuses do STF. No entanto, muitos dos seus colegas, calaram-se e não saíram em sua defesa. Cadê as feministas? Cadê as valentonas como Djamila Ribeiro, Daniela Lima, e Vera Iaconelli? Vi apenas homens defenderem Malu Gaspar, como o Sociólogo Demétrio Magnoli e o jornalista Ricardo Feltrin. Claro que deve ter mais gente, mas que não ganharam mídia. Muitos colunistas e analistas se aproveitaram dos furos jornalísticos de Malu, entretanto, poucos se colocaram ao lado dela na trincheira da verdade.
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