SOBRE A INUTILIDADE


Estou dentro da cristandade desde os oito anos. Cresci na igreja e toda minha agenda foi construída a partir de seu calendário. Não me vejo fora dela. Gosto de ser igreja, apesar de seus membros (risos). Hoje, devido à minha saúde fragilizada, vou à igreja menos do que gostaria. Sempre quis servir à Igreja de Jesus e me planejei para isso a minha vida inteira.

No entanto, nem sempre é possível viver conforme o planejado, e foi justamente na igreja que menos atuei. A verdade é que nunca conquistei a confiança da liderança das comunidades por onde passei. Talvez pela minha timidez, pelo meu jeito inconformado, ou até mesmo por não aceitar os status quo.

Minha atuação se deu, na maioria das vezes, fora dos muros da igreja. Agora, ainda mais afastado – por conta da saúde – o sentimento de inutilidade tomou conta de mim, embora meus neurônios ainda estejam intactos. Ter sua utilidade negada (inutilidade) nunca é algo agradável. Sei que ainda posso contribuir, mas, com a pele calejada e a casca grossa, aprendi a apertar o botão “dane-se”.

A inutilidade abre portas para a gente, ao mesmo tempo em que nos dá a liberdade de escolha. Quando a igreja me considera um servo inútil – parafraseando Jesus de Nazaré – isso me leva a escolher lugares onde posso ser útil, seja em casa, na internet, ou no boteco da esquina. A inutilidade é uma bênção, pois nos faz ser escolhidos apenas por aqueles que realmente gostam da gente.


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