NOSSA, COMO ESTOU PRESBITERIANO HOJE!

 

Costumo dizer que fui para a Igreja Presbiteriana porque prefiro um governo colegiado ao episcopal. Sofri muito nas mãos de pastores, donos de igreja – mas também aprendi muitas coisas boas. Não foi a teologia calvinista que me fez migrar, e sim a segurança trazida pela sabedoria que emerge da multidão de conselheiros – claro que, em algumas situações, a maioria pode equivocar-se.

O debate entre pessoas com pensamentos diferentes é fundamental para um governo democrático. A importância não está no debate em si, mas no objeto a ser debatido. Por isso, ao final de uma discussão, ainda que acalorada, é possível que os debatedores saiam para o boteco da esquina tomar uma gelada.

Acompanhei boa parte do julgamento que condenou Bolsonaro e outros militares. Não concordei com os ataques feitos ao ministro Luiz Fux. O pensamento divergente é necessário para que a coerência do colegiado seja mantida. Algo diferente disso não pode ser chamado de colegiado, ou turma, no caso em questão.

Toda democracia sobrevive graças ao contraditório. É dele que obtemos boas decisões. O voto de Fux foi vencido, mas não a justiça. A justiça se firmou em atenção ao posicionamento diferente do ministro Luiz Fux, do STF.

Nossa, como estou presbiteriano hoje!

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