NOSSA BANDEIRA JAMAIS SERÁ VERMELHA, MAS QUEM SABE VERMELHA E AZUL

 

A Independência do Brasil, proclamada em 7 de setembro de 1822 por Dom Pedro I, foi um marco crucial na história do país, pondo fim ao domínio colonial português e estabelecendo o Brasil como uma nação soberana. O processo foi impulsionado por uma série de fatores, incluindo a insatisfação com as restrições impostas por Portugal, o desejo de autonomia política e econômica, e as influências das ideias iluministas que circulavam pela Europa e América. A independência foi, portanto, o culminar de tensões políticas e sociais que se intensificaram após a chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808 e o posterior rompimento entre as elites brasileiras e a metrópole. Apesar de ser proclamada de maneira relativamente pacífica, o processo de independência envolveu conflitos regionais e desafios para consolidar o novo império, que enfrentaria questões internas, como a escravidão e as disputas territoriais.

Acima está um resumo do que aprendemos na escola, mas nem todos aprenderam direito. No dia 7 de setembro de 2025, os bolsonaristas confundiram a bandeira do Brasil com a bandeira dos Estados Unidos. Os professores dessas pessoas se reviraram no túmulo. Se estiverem vivos, entraram em negação. Jamais afirmariam que fulaninhos foram seus alunos.

Sabe aquele sentimento de vergonha alheia? Então, senti quando vi imagens da bandeira dos Estados Unidos. Segundo O Globo, a imprensa internacional interpretou essas manifestações de apoio a Jair Bolsonaro e menções elogiosas aos EUA como um ato de esperança em Trump como “única salvação”. Veja, caro leitor, trocaram o Messias.

Como na comemoração da Independência do Brasil, podemos exaltar aquele que taxou o país? Como na comemoração da Independência do Brasil podemos nos sujeitar à soberania de outro país? É muita viralatice.  

A nossa bandeira jamais será vermelha, mas quem sabe ela possa ser vermelha, azul, com listras e estrelinhas.

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