GERAÇÃO DE MARICAS


 Minha juventude na igreja foi catastrófica. Eu não gostava dos cultos de jovens. A única preocupação do líder era garantir que não comêssemos a merenda antes do recreio — leia-se, "sexo". Transar antes do casamento era considerado um pecado mortal. Entendo a justificativa, pois, na segunda metade do século XX, ocorreu o que ficou conhecido como a Revolução Sexual. Todo mundo se envolvia sexualmente sem restrições, as pílulas anticoncepcionais começaram a ser comercializadas e os gays se assumiram publicamente. Só passei a gostar de cultos feitos pelos jovens depois dos 30.

Naquela época, os jovens não transavam porque a liderança impedia — ou, pelo menos, achava que impedia. Hoje, segundo uma pesquisa desenvolvida pela psicóloga Jean W. Twenge, da San Diego State University, a falta de sexo está mais relacionada ao tempo que a geração passa na internet. Transar exige esforço, intimidade e desempenho, e tudo isso não é necessário no mundo virtual.

A geração Z, nascida entre 1995 e 2010, é uma geração de maricas. Não são maricas apenas por transarem menos — afinal, todo mundo mente quando fala sobre a frequência sexual. Eles são maricas porque preferem apenas coisas funcionais. Não sei você, caro leitor, mas eu sinto certa preguiça da geração Z.

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