O MAPA DO AMOR
Nem
só de notícias vive o jornal F. de São Paulo, mas de numerologia também. Há pouco
fui dar uma fuçada no F5 e me deparei com a seguinte manchete: “Numerologia
aponta qual é o perfil afetivo e o que se busca no amor”. Lembrei-me
instantaneamente de Olavinho, o astrólogo, de Carvalho. Yub Miranda trouxe a oferta
do site Personare e é claro, visitei-o.
No site
digitei meu nome completo, a data do meu aniversário, contudo fiquei devendo o
horário do meu nascimento – sei que foi em torno das sete horas. O Mapa do Amor
– não sei como – chegou no número 73. Segundo a numerologia o sete é a
motivação e três é a impressão – não sei o que isto significa.
O oráculo
não fez nenhuma previsão, apenas algumas considerações. De acordo com o sete – gosto
de pintar o sete -, vivo o amor de forma exigente e almejo oferecer o que há de
melhor – quem não? Revelou-me também que sou criterioso quando demonstro afeto –
nas minhas sessões com a Cinthia, minha psicóloga, descobri que sou confuso mesmo.
O tal
mapa, acertadamente, disse que prezo pela qualidade na relação amorosa e isso é
consequência da minha intelectualidade – ufa! ao menos, alguém reconheceu. O balancete
concluiu que minha capacidade intelectual implica percepção apurada a respeito
das pessoas. Como tudo que é de “grátis” dura pouco, quando cheguei na parte
que o sumário revelaria quem eu procuro no amor, o link me encaminhou para o
carrinho de compra.
Ah,
fiquei feliz com meu Mapa do Amor. Uma pena o GPS amoroso ter sido seduzido
pelo capitalismo e obrigar a gente pagar pelo restante da consulta.
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