BRASIL: UM PAÍS QUE ESTÁ DEIXANDO DE SER RELIGIOSO
O Censo 2022 revelou que o número de evangélicos no Brasil
não cresceu tanto assim. A maioria da população segue sendo católica romana,
com 56,7%, enquanto os evangélicos somam 26,9%. A umbanda e o candomblé são hoje
1%; espíritas, 1,8%; os de tradições indígenas, 0,1%; outras religiosidades,
4%; sem religião, 9,3%; não sabem/sem declaração, 0,2%.
É verdade que os
evangélicos cresceram ao longo dos anos, mas não como projetaram. Entre os anos
70 e 80, quando a teologia da prosperidade invadiu o país, parcela da
população que era de outras religiões, migrou-se para o evangelicalismo. O discurso
neopentecostal encheu os olhos, principalmente da classe média. Essa
mesma classe cresceu economicamente nos anos 2000 a 2010, período em que os
evangélicos também acenderam. Nesse interim, as demais religiões ainda
cresceram, com exceção da igreja católica,
É interessante
notar que a partir de 1980 o número de pessoas sem religião cresceu. Atualmente,
como citado acima, pessoas sem religião correspondem a 9,3% da população
brasileira. Portanto, é a terceira maioria do Brasil. Qual seria a motivação
para que pessoas abandonassem suas religiões? Que levou essas pessoas ao descontentamento
com o discurso religioso? O fenômeno também aconteceu na Europa e nos EUA.
A partir da
apresentação do problema, cumpre aos líderes religiosos avaliarem seus
discursos, suas práticas, suas propostas. A religião não é de toda ruim, embora
seja castradora. A arenga religiosa contribuiu para a formação de nações,
universidades, na construção de direitos e até de partidos políticos.
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