O HUMOR NO ENFRENTAMENTO DO MAL-ESTAR
A
Secretaria Municipal de Cultura de Mogi Guaçu abriu as inscrições para o 18º
Salão de Humor, cuja exposição acontecerá nos dias 13 de junho a 14 de julho,
no centro cultural da cidade. O salão dará voz para todas as faixas etárias a
partir dos nove anos. Embora não seja um sujeito engraçado, penso que o humor constitua
um forte aliado no enfrentamento do mal-estar contemporâneo.
Na psicanálise freudiana, o humor é
compreendido como uma manifestação complexa do inconsciente que permite a
expressão indireta de desejos reprimidos e conflitos internos, funcionando como
um mecanismo de defesa contra angústias psíquicas. Freud, em sua obra “O Chiste
e sua Relação com o Inconsciente” (1905), argumenta que o humor — especialmente
o chiste e a piada — liberta energia psíquica acumulada, permitindo ao sujeito
uma descarga prazerosa ao subverter normas sociais e tabus, revelando, por meio
da comicidade, verdades ocultas e desejos inconscientes. Assim, o humor não
apenas promove o alívio das tensões internas, mas também desempenha um papel
fundamental na dinâmica psíquica, sendo uma forma criativa e inteligente de
lidar com a realidade, as frustrações e o sofrimento, abrindo espaços para o
autoconhecimento e a ressignificação dos conflitos subjetivos.
Devo
confessar que, para mim, as piadas menos engraçadas são as mais engraçadas. Em um
dos meus poucos relacionamentos, minha parceira e eu, continuamente, contávamos
piadinhas ruins e dávamos risadas. O momento de descontração, muitas vezes,
ajudou-nos no enfrentamento de um cotidiano desafiador. Destarte, o humor é fundamental
no atravessamento dos dias chatos.
Achar
graça na própria desgraça ou na desgraça alheia é uma forma graciosa de viver a
vida como ela é – muitas vezes sem graça.
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