O CAOS COMO POSSIBLIDADE DE CRIAÇÃO
Sempre
gostei da figura enigmática do caos, por consequência, acho a ordem uma chatice.
A ordem é estática, conservadora, sem possibilidades, portanto, sem graça. Já o
caos é um ambiente onde a experiência humana acontece. Luta e superação mostram
que o caos não é nada destrutivo; pelo contrário, o caos é um berço de novas
possibilidades e de criação continua.
O
ato de criar lança luzes sobre o desejo de sermos deuses. Aliás, Eva e seu
marido, Adão, comeram do fruto proibido movidos pela vontade de serem como Deus.
Até então tudo estava na mais perfeita ordem. A serpente ateou fogo no
parquinho colocando o mundo normativo do Criador em dúvida. A dúvida dá ensejo
ao caos. Coisa linda, não?
A humanidade
tinha como responsabilidade manter a ordem do mundo normativo criado por Deus. Após
a desobediência gerada pela dúvida ocasionando o caos, os seres humanos começaram
a produzir a partir de uma necessidade de criar. O casal, Adão e Eva, fizeram
para si roupas de figueira. Caim, depois de ter matado seu irmão, tornou-se
pedreiro. A descendência adâmica foi responsável pela criação de instrumentos
musicais, ferramentas cortantes de bronze e de ferro, além de terem sido artífices.
O homem
não desenvolveria sua capacidade criativa se não fosse o caos. Toda necessidade
desencadeia um processo criativo, bastando a água bater na bunda. Gosto do caos
porque este me obriga a pensar e consequentemente a criar. Todo autor carrega
consigo o desejo de ser Deus. A criação da vez é o tal bebê reborn. Bom,
já fomos mais criativos.
#caos
#ordem #criação #humanidade

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