Da roça pra cidadi




Não sô dotô,
nem fio de dotô.



Sô fio de genti simpre,
matuta.



 Saímo da roça
e fomo pra cidadi.



Lutemo...
Suemo...
Sobrevivemo...



Foi difíci,
mais com Deus vencemo.



Cosiguimo se adaptá
a locura da cidadi.
Inté tiremo o tar de RG.



Na roça,
nois andava de carroça,
de carro di boi,
ou in riba da mula.



Na cidadi,
aprendemo pegá o ôns.


Tudo mundo ri di nois.
Chamam a genti di caipira,
mais todos admira
a nossa sabidoria


Sabidoria que ganhemo na roça,
no meio do mato,
junto com os bicho,
lá no anonimato.

Luís Braga


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