Entre ideias e letras: reflexões filosóficas e crônicas
O evangelho do consumismo
Gerar link
Facebook
X
Pinterest
E-mail
Outros aplicativos
O evangelho do consumismo, que não é o evangelho genuíno,
não está afetando às Igrejas, mas, está contaminando os cristãos, pois à Igreja
é perfeita pelo simples fato de ser o corpo de Cristo.
O cantor famoso, aquele que precisa levantar a garganta para cantar, chegou acompanhado do advogado. Pediu reunião urgente com a presidente da emissora. — Que aconteceu, Miro? — perguntou a presidente, ainda ofegante da corrida pelo corredor. — Nº3, vou cancelar o especial de Natal! — anunciou o cantor, em tom de sentença. — Mas por quê? Já está tudo gravado, em edição. — Onde já se viu a senhora e suas irmãs abraçadas com o presidente? Isso não condiz com o que o povo pensa! — disse Miro, erguendo o pescoço como se fosse um periscópio. A presidente suspirou: — Miro do céu! Em comunicação, bom relacionamento com quem está no poder é regra básica. Queremos entregar ao Brasil um serviço confiável, sem partido e sem lado. Miro inflou a garganta: — Seu pai apoiava o ex-presidente, assim como eu. Filho que não honra pai e mãe não existe! E prosseguiu, triunfante: — Veja meu exemplo: gravei um filme contando a história da minha família. Isso sim é honrar ...
Fui eleito, ainda jovem, aos 21 anos, para ocupar a cadeira nº 21, de Machado de Assis, na Academia Guaçuana de Letras. Ao pisar pela primeira vez na AGL e me deparar com escritores admiráveis, senti-me como se estivesse ingressando na Academia de Platão. A escola do filósofo grego durou quase mil anos, de 387 a.C. a 529 d.C., e, neste ano, em 25 de setembro de 2025, a AGL completará 26 anos de organização. A Academia de Platão reunia amantes do conhecimento para alinhavar seus pensamentos; foi na AGL que conheci os achegos da literatura que me ensinaram a ler e a escrever com paixão e dedicação – até então eu achava que escrevia; como eu era bobinho! A AGL, assim como a Academia, é um lugar de multiplicidade, onde se reúnem literatos dos mais variados gêneros, com algo em comum: a palavra escrita, seja em verso ou em prosa; seja declamada ou cantada. Não tenho dúvidas de que a AGL construiu um legado de amor pela literatura e pela música. Muitos de nós, é verdade, não vivemos de...
Neste ano de 2025, tenho ouvido quase por unanimidade: não há tempo para nada além do trabalho. Vozes vindas dos quatro cantos deste mundo de meu Deus soam como um coral uníssono. Todos estão ocupados, trabalhando até altas horas da madrugada — e para que tudo isso? Eis a questão. O neoliberalismo tem levado as pessoas a trabalharem cada vez mais ao promover a flexibilização das leis trabalhistas, a precarização dos empregos e a informalização das relações de trabalho. Esse modelo transfere responsabilidades do Estado para o indivíduo, incentivando jornadas extenuantes, múltiplos empregos e constante adaptação às exigências do mercado. A pressão por produtividade faz com que muitos trabalhadores vivam em permanente instabilidade, buscando renda suficiente em um cenário de competição intensa e escassez de direitos. O neoliberalismo também tem adoecido as pessoas porque, ao impor jornadas longas, instabilidade e pressão constante por resultados, gera estresse crônico, ansieda...
Comentários
Postar um comentário