Fui eleito, ainda jovem, aos 21 anos, para ocupar a cadeira nº 21, de Machado de Assis, na Academia Guaçuana de Letras. Ao pisar pela primeira vez na AGL e me deparar com escritores admiráveis, senti-me como se estivesse ingressando na Academia de Platão. A escola do filósofo grego durou quase mil anos, de 387 a.C. a 529 d.C., e, neste ano, em 25 de setembro de 2025, a AGL completará 26 anos de organização. A Academia de Platão reunia amantes do conhecimento para alinhavar seus pensamentos; foi na AGL que conheci os achegos da literatura que me ensinaram a ler e a escrever com paixão e dedicação – até então eu achava que escrevia; como eu era bobinho! A AGL, assim como a Academia, é um lugar de multiplicidade, onde se reúnem literatos dos mais variados gêneros, com algo em comum: a palavra escrita, seja em verso ou em prosa; seja declamada ou cantada. Não tenho dúvidas de que a AGL construiu um legado de amor pela literatura e pela música. Muitos de nós, é verdade, não vivemos de...
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